04 outubro 2009

we all rock along - cap 7

-


Capítulo 7 - Decisões


Olhando para o teto, Aaron passou horas em seu quarto sem conseguir dormir. não conseguia tirar a imagem de Call morto de sua mente. Call era uma bom menino mas se metia com meninos maus. Aaron planejava vários modos de se vingar de Brad por Call, porém, pensava também que aquilo não era de sua conta. desconsiderando o alerta que Brad tinha dado, Aaron priorizava contar à polícia. não se importava com o que Brad poderia tentar contra ele.

Com a ajuda dos amigos, Bart foi levado ao hospital, onde teve que engessar novamente o braço. Bart estava revoltado, e ainda teve que ouvir a enfermeira dando-lhe um belo sermão. ele tinha ciência de que agora teria de ficar com o gesso por mais tempo. provavelmente, a Undercover Lovers perderia a chance com a gravadora. quando chegaram em casa, todos estavam morrendo de sono, mas ainda assim sentaram-se no quarto de Carter pra conversar.

— po, Bart. agora não dá mesmo pro seu braço ficar bom rápido. voce não devia ter tirado o gesso. — disse Carter.
— eu sei, cara. mas parecia que já tava bom. eu só não queria que a gente perdesse uma oportunidade dessas. — disse Bart.
e agora? — disse Duncan.
— desculpa, po. a gente vai conseguir ainda. — disse Bart.
— Bart, a gente sabe. não esquenta com isso. — disse Josh.
— não queria ser tipo um impecílio pra vocês. quando meu braço melhorar, eu vou correr atrás. vou tentar de tudo pra gente conseguir um contrato. — prometeu Bart.
— Bart, voce não é um impecílio. voce é nosso brother, e nós somos a Undercover Lovers. se voce não pode tocar, a gente também não pode. — disse Carter.
— e quando a gente conseguir gravar o 1° disco, vai ser graças à voce também. — disse Duncan.
— a gente precisa de voce na bateria. é voce, ou a gente não toca. — disse Josh.
— porque é com nós cinco, que se faz a Undercover Lovers. — completou Bart — valeu mesmo. voces são meus filhos da puta preferidos pra sempre.

No dia seguinte, Aaron saiu mais cedo de casa. pretendia passar na delegacia e contar tudo o que viu. o restante do pessoal se aprontava normalmente pra escola, menos Gwen, que precisava de repouso, e Carter, que ficaria em casa cuidando dela.
No caminho para a escola, Bart e Lindsay se distanciaram um pouco de Chloe, Duncan e Josh, para conversarem. Lindsay segurou a mão de Bart e disse:

— Bart, eu realmente não to à fim de nenhum relacionamento agora. e... temos uma amizade tão forte. eu não quero, não posso pôr isso em risco.
— entendo. mas sei que ainda posso te conquistar. e fazer de tudo pra que isso não abale a nossa amizade. mesmo quando a gente terminasse, ainda poderíamos ser amigos.
— bart... — Lindsay resistia.
— não, escuta. eu também acho que eu não to na melhor hora pra começar um relacionamento. então vamos deixar isso de lado por enquanto. mas eu quero ficar perto de voce.
— e eu quero voce perto de mim.

Na delegacia, Aaron contou exatamente o que vira no porão de Brad. O delegado quis saber se Aaron sabia onde eles deixaram o cadáver do jovem Call, mas Aaron tinha assistido apenas à cena em que Call cai morto no chão, após ser enforcado brutalmente por Brad. Assim que terminou sua denúncia, Aaron estava certo de que fez bem e partiu pra escola sem preocupações sobre esse assunto.
Logo que chegou, foi barrado por Brad no corredor.

— olha aqui, se voce quiser continuar respirando, é melhor voce esquecer de vez tudo o que voce viu naquela maldita festa, que aliás era onde voce nunca devia ter entrado. — disse Brad.
— vai ser meio difícil esquecer com voce me lembrando. é melhor voce falar direito comigo. tu não tá podendo ficar com essa marra toda. não adianta tentar me ameaçar, eu não me importo mesmo. voce acha que põe medo em alguém? eu sei que tu tá se cagando, por trás dessa pose de machão. vai procurar sua turma, Brad.

Aaron retomou seu caminho, deixando Brad assustado no meio do corredor.

Na saída da escola, Aaron andava despreocupado quando percebeu uma viatura policial parada pouco próxima à escola. os peritos tinham vindo procurar Brad. precisavam fazer a perícia em seu porão. Brad, relutante, tentava convencê-los de que era um engano, mas foi em vão. Brad olhou de longe para Aaron, com fúria no olhar. então as autoridades ali presentes partiram com a viatura para a casa de Brad.

Chloe já estava em casa, conversando com Amber na sala. então Duncan chegou e pediu para interromper, pois precisava conversar com Chloe em particular.

— Chloe, eu não sei se voce já percebeu, mas eu te acho uma garota incrível. e sou muito à fim de voce. — disse Duncan.
— ahn? desde quando? — perguntou Chloe.
— desde que te conheci melhor. não parei de pensar em voce.
— Duncan... cara, desculpa, mas... aquela ali é a minha namorada. — disse Chloe estendendo o braço para Amber, que foi pra perto deles.
— aaaahn? voce...? voce e ela...? ai, droga! foi mal, Chloe. eu... foi mal. — disse Duncan, meio enrolado com a descoberta.
— ah, tá tudo bem então, Duncan?
— tá, claro! quer dizer, eu tenho que me conformar, né?
— sim.
— espera, Chloe! — disse Amber — a gente pode brincar com ele. — disse, olhando sugestivamente para Duncan.
— o que? voces duas... comigo? —perguntou Duncan, surpreso.
— isso mesmo. o que voce acha, Chloe? — disse Amber.
— pode ser uma experiência bem legal. — disse Chloe.
— o que estamos esperando? — perguntou Duncan.

Os três foram pro quarto de Chloe, onde ficariam à sós. Duncan estava maravilhado com a experiência pela qual estava passando. Chloe e Amber adoraram essa idéia de experimentar, e têm um relacionamento mais liberal. começaram com beijos triplos. elas estavam enlouquecendo Duncan. terminaram nus e ofegantes, deitados no chão. foi uma grande e satisfatória experiência para todos eles. combinaram de fazer mais vezes. Duncan, agora mais do que antes, não conseguia parar de pensar em Chloe.

Aaron acabava de sair da agência onde trabalha, quando encontrou Mellanie sentada na calçada da casa dela, assistindo à uma viatura ir embora, chorando. ele se aproximou e perguntou:

— Mellanie? o que houve?
— Aaron... o Brad, levaram o Brad. ele foi preso! — declarou Mellanie.
— Mellanie, para de chorar por ele.
— ele é meu amigo, Aaron, de muitos anos.
— ah, sim. mas se ele foi levado, é porque houve motivos.
— eu sei. isso é o que me deixa mais triste.
— Mellanie...

Aaron a abraçou forte. Mellanie se sentiu segura nos braços dele e suas lágrimas cessaram.


_

Nenhum comentário:

Postar um comentário

comente se for capaz.