05 novembro 2009

we all rock along - cap 11

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Capítulo 11 - Tensão




Carter e Gwen partiram cedo para a casa do primo de Carter. Gwen estava empolgadíssima, parecia que ficara engessada por anos.
ao pegarem uma estrada pouquíssimo movimentada, daquelas que sempre vem um caminhão quando menos se espera, Gwen aumentou o volume do rádio no máximo e eles cantavam "I love rock 'n' Roll" gritando, despreocupadamente. no meio do último refrão, Carter fazia uma curva, quando foi surpreendido por um motoqueiro na mão errada. havia um abismo ao lado da estrada, o motoqueiro tentou sair da frente do carro de Carter, que freiou impensadamente. porém, quando o motoqueiro tentou desviar de Carter, sua moto deslizou, caiu e prendeu na cerca que separava a estrada do abismo, arremesando o jovem para o precipício. este conseguiu segurar numa pedra e eram mais ou menos 5 metros pra escalar até a estrada. incapaz de qualquer movimento, o jovem berrava desesperadamente por ajuda. Carter e Gwen saíram chocados do carro e foram procurar o garoto. quando os viu na beira da estrada, o menino implorou que o ajudassem. Carter o aliviou prometendo ajudar. Gwen pegou uma corda no carro, não sabia o que fazer pra ajudar. Carter foi descendo pelo precipício, segurando nas pedras. logo, estava perto do jovem, estendeu sua mão e, com bastante esforço, puxou o garoto para uma pedra estável onde ficaram de pé. então puderam escalar de volta até a estrada.
o garoto agradecia incessantemente, ofegando demais. pediu desculpas por estar na mão errada. Carter e Gwen o confortaram, alegando que estava tudo bem. o menino prometeu recompensá-los, eles dispensaram e trocaram seus números de telefone e e-mail. então eles retomaram seus respectivos caminhos.

Na escola, Lindsay curtia o intervalo, quando a capitã das líderes de torcida, Megan Taylor, chegou até ela e perguntou se queria fazer o teste para entrar na equipe. antes que Lindsay pudesse responder, Stacy chegou e disse à Megan:

— não quer colocar essa garota na equipe, não é?
— acha mesmo que eu ia querer fazer algo junto com você, Stacy? — disse Lindsay.
— eu não falei com você.
— devia treinar mais, está ficando cada vez mais gorda.
— gorda é a vadia da sua mãe!
— nossa! onde aprendeu esse palavreado? foi com sua mamãe stripper?

Stacy deu um tapa no rosto de Lindsay, que devolveu com um tapa mais forte. então começaram a brigar. Lindsay levava vantagem sobre Stacy. batia bem mais do que apanhava. uma multidão de alunos se formou em volta delas e gritavam incentivando a briga. até que um dos inspetores da escola chegou e separou a briga. levou as duas para a detenção, onde ficaram por um longo tempo. trocando olhares cheios de ódio.

Após o almoço, Bart saiu para pagar de uma vez por todas o que devia. Josh o acompanhou até a casa do peculiar fornecedor das drogas. tocaram a campainha, esperaram ansiosos até que ele abriu a porta, os encarou e disse:

— ora, ora, ora, então qual é a desculpa para não pagar agora?
— eu vim pagar. — disse Bart.
— finalmente. ainda está no prazo.
— então, está aqui.
Bart entregou o pacote. o homem abriu, contou o dinheiro e disse:
— muito bem. agora preste atenção, eu não vou vender mais nada pra você. é sério, para com isso, não é pra você. você é fraco! agora vaza daqui, seus viadinhos. andem!
Bart e Josh saíram dali aliviados. enquando voltavam pra casa de skate, Josh comentou:

— o cara estava certo.
— ahn?
— sobre você parar com isso.
— tá falando o que? você também usa.
— não tanto quanto você. e eu já parei com as pesadas.
— aah... eu vou parar também. preciso parar.
— bom pra você.
— mas cara, tirei um peso das minhas costas. quer dizer, graças à você. nem sei o que fazer pra retribuir, brother.
— você sabe sim.
— Josh...
— que? você sabe mesmo.
— quer parar com isso? sério, pô.
— eu tento, Bart.
Josh virou com o skate e foi embora.

Ao sair da escola, Chloe e Amber andavam pela Times Square. passavam em frente à um coffee shop quando foram abordadas por uma apresentadora de TV. ela, então as perguntou:

— oi, tudo bem? vocês são um casal?
— err, sim. — respondeu Amber.
— então, eu queria saber se vocês acham que no primeiro encontro, o sexo é válido. — disse a apresentadora.
— bem, depende bastante. com quem você está e tal. — respondeu Chloe.
— também depende do nosso nível de álcool. — brincou Amber.
haha! então vocês acham que não há problema nisso?
— se você estiver bem, não há problema algum. — disse Chloe.
— ok! muito obrigada! olha, eu preciso que assinem aqui pra entrevista ir ao ar. tudo bem? disse a apresentadora.
aahn... não sei. — disse Chloe.
— bem, é que ela não contou aos pais ainda, sabe? — disse Amber.
— ah sim, entendo. mas... não seria uma boa oportunidade pra isso? — insistiu a apresentadora.
— é, o que você acha, Chloe? — perguntou Amber.
— sei lá, Amber. pode ser um susto pra eles. — disse Chloe.
— vai ser um susto de qualquer jeito. depois vocês conversam e esclarecem. pode ser melhor. — aconselhou Amber.
— tá, tudo bem! eu assino. — disse Chloe, depois de um suspiro. Amber sorriu.
— olha, que dê tudo certo. boa sorte! — desejou a apresentadora, entregando os papéis à serem assinados.
— obrigada. — agradeceu Chloe.
— eu espero estar ajudando. muito obrigada pela participação. tchau, meninas!
A apresentadora se afastou. Amber abraçou Chloe e disse:
— estou orgulhosa de você!
— obrigada! — disse Chloe, sorrindo.
— vai dar certo!
— espero que sim.

Aaron recebeu à tarde, uma intimação da polícia. perplexo, encostou no vão da porta e pensou:
não acredito! aquela vadia maluca fez isso mesmo!
socou a parede, e foi se trocar.
Foi até a delegacia, onde foi interrogado. estava tranquilo, porém morria de raiva de Mellanie. o interrogador, então dizia:

— bem, a declaração da vítima é um tanto estranha. então vamos tentar esclarecer. ela declara que você foi até a casa dela, conversaram e você queria transar com ela, mas ela hesitava. então você a agarrou, a levou até o quarto e se beijaram. você estava totalmente bêbado, a segurou e a forçou a fazer sexo com você. então fugiu pela janela quando a mãe dela chegou em casa. confirma essa história?
— claro que não. — disse Aaron.
— então nos diga a verdade.
— olha, na escola, ela disse que queria transar comigo. depois, à noite, eu estava em casa, e ela me ligou pedindo pra ir até a casa dela. então eu fui e vi que ela estava sozinha e sabia o que ela queria. nós fomos pro quarto e começamos à transar, ela queria isso mais do que eu. sempre pareceu meio obcecada por mim. mas antes que nós pudéssemos... terminar, a mãe dela chegou em casa. a Mellanie disse pra eu me esconder, então eu saí pela janela e fui pra casa só de cuecas. e desde então, parece que ela entendeu que tínhamos algum compromisso sério, porque ontem, ela foi até minha casa e brigou comigo por eu ter beijado uma outra garota. eu disse que não tínhamos compromisso. ela disse que eu a iludi, ficou brava, disse que era como se eu tivesse a estuprado e ameaçou dar queixa de estupro. eu não pensei que ela fosse fazer isso mesmo, não faz sentido, é loucura. mas ela fez. ela está distorcendo toda a história porque eu não quis mais nada com ela, justamente porque eu sabia que ela me traria problemas. afinal, dava pra notar que a Mellanie é doente!
— hm... então ela só está revoltada por ter sido rejeitada?
— certamente. ela é bem mimada.
— você chegou à gozar durante a transa?
— não, não.
— ela disse que sim. usaram preservativos?
— sim, claro.
— ela disse que não, afinal foi estuprada.
— eu não estuprei ninguém.
— tudo bem. faremos alguns testes com ela. a história dela está realmente mal contada. por hoje é só. pode ir agora, mas deve voltar aqui amanhã.
— tudo bem.



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