13 dezembro 2009

we all rock along - cap 12


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Capítulo 12 - Confrontos


Quando já estava na escola, Bart percebeu que Josh não iria estudar naquele dia. tentou ligar pra ele, mas ninguém atendia. Bart resmungava, xingando Josh. então escapou facilmente da escola e foi procurá-lo.
Bart chegou ao canto mais escondido da pista de skate na qual sempre andavam, e lá avistou Josh, que até então não o vira.

— sabia que estaria aqui. — disse Bart.
— ahn? oi. — respondeu Josh, apático.
— por que não atende o celular?
— não queria falar com ninguém.
— nem comigo?
— é.
— não importa. eu quebro regras.
— uhum.
— cara, o que tá havendo? — disse Bart, e pisou na ponta de seu skate para pegá-lo com a mão.
— nada, Bart. eu só queria pensar um pouco.
— Josh... cara, é ruim te ver assim por causa de mim. o pior é que eu não sei o que fazer.
— não precisa fazer nada. sou eu quem tem que lidar com isso.
— mas queria poder te ajudar, brother.
— só tem um jeito de você me ajudar... mas é impossível.
— tsc! se eu curtisse garotos, eu ficaria com você, cara.
— hehe! Bart, eu queria me contentar em ser só seu amigo mas é foda, sabe? eu sei que devo estar enchendo o saco com isso, é que tá inevitável. desculpa mas... desculpa.
— relaxa. você sempre me encheu o saco e é assim que gosto de você.
— mas, cara, eu vou parar. eu vou tentar de tudo pra esquecer de você... quer dizer, não esquecer você, mas esquecer de... ah você entendeu!
— haha! aham, vai ficar tudo bem.
— mas... por que você não experimenta? quem sabe você goste?!
— hahaha! palhaço!
— haha ainda posso fazer piadinhas, pô!

Chloe havia acabado de chegar da escola quando o telefone tocou. ela correu para atender. era sua mãe e Chloe sabia o motivo do telefonema.

— bem, Chloe, temo que há algo que queira me contar
— disse a mãe de Chloe.— ah sim, claro, mãe. você me viu na tv?— não. uma amiga viu e me contou sobre...— ... minha namorada.— então... é verdade?— sim, mãe. a Amber é minha namorada.— desde quando você é lésbica?— eu sou bi, mãe.— santo Deus!— espero que reaja bem à tudo isso. por favor!— o que eu poderia fazer? bem, eu estou realmente surpresa, mas... a vida é sua, querida.— que bom que pensa assim, mãe. eu estou feliz com ela, muito feliz.
— e é isso o que eu te desejo, felicidade. mas ainda há algo que me preocupa.
— o que é?
— o seu pai não vai gostar de saber disso.
— ele ainda não sabe?
— não. filha, ele pode reagir muito mal. seja forte, se prepare.
— eu sei. meu pai é... você sabe. ah mas obrigada, mãe. obrigada por não complicar as coisas. você é incrível!— ooh! o que é isso, querida?! vou levar um tempo pra me acostumar mas... tá tudo bem!— eu te amo, mãe!— eu te amo, querida! tenho que desligar agora. venha até aqui quando puder, quero te ver.— claro! tchau, mãe.

Lindsay estava tranquila, à caminho de seu trabalho na Strawberry. alarmou-se quando encontrou Stacy em frente à lanchonete, ela não frequentava aquele lugar. Stacy vinha acompanhada de 3 homens de branco, mantinha seus olhos fixos em Lindsay. assim que Lindsay chegou na porta da lanchonete, Stacy fez seu caminho até ela e disse:
— maninha, por onde esteve?
— ahn? Stacy, hoje não, tá legal? — disse Lindsay, tentando ignorá-la.
— Lindsay, quero te levar à um lugar. venha conosco. vai adorar!
— oh! me desculpe, mas tenho que trabalhar agora.

Stacy se virou para os homens de branco e disse:

— ela sempre faz isso. a situação está insustentável. eu estou realmente preocupada!
— ahn? — Lindsay ficou confusa.
— podemos levá-la? — disse um dos homens de branco.
— sim. — disse Stacy, fingindo choro.

Os homens então, agarraram Lindsay e a conduziram até um veículo. Lindsay relutava, se debatendo e gritando enquanto a enfiavam no carro. Stacy chorava e dizia:

— vai ser melhor pra você, querida. tudo vai ficar bem!
— sua vaca! você me paga! me solta, seu idiota! vou processar todos vocês, depois fazê-los implorar pra morrer! socoooooorro! — gritava Lindsay, tentando inutilmente se livrar dos homens de branco.
Os tais homens sedaram e trancaram Lindsay na caçamba do carro. logo, partiram dali. quando Lindsay acordou, se encontrava numa sala toda branca e sem mobília alguma, em uma clínica, algo parecido com um hospício. ela se virou e correu para a única porta forte e trancada, que possuía uma pequena janela. Lindsay olhou pelo vidro e gritou por ajuda:

— socorro! me tirem daqui! eu não sou maluca! eu não sou maluca!

Aaron estava saindo de casa e encontrou Duncan, que o cumprimentou:

— e aí, cara! tudo bem?
— er, não. — lamentou Aaron.
— como assim? o que houve?
— tô indo pra delegacia agora, resolver aquela besteira da Mellanie.
— mas que besteira?
— ela inventou que eu a estuprei.
— caraca! mas você não fez isso, não é?
— que? claro que não!
— ahn... então, quer que eu vá contigo?
— é, seria bom.

Duncan acompanhou Aaron até a delegacia. depois de longos minutos esperando, Duncan foi finalmente surpreendido por Aaron, que estava saindo da sala do detetive. Aaron deu um forte suspiro, sentou-se, e então Duncan perguntou:

— e aí, cara?
— vamos esperar pra ver no que dá. porra, que raiva da Mellanie!
— vai ficar tudo bem, brother. você não fez nada mesmo.
— valeu! — Aaron olhava pro nada — eu vou no banheiro.

Aaron andava pelo corredor quando Mellanie passou por ele. ela não conseguia olhar em seus olhos. Aaron parou ao lado dela e disse com raiva em sua voz:

— espero que esteja feliz, Mellanie!
— Aaron...
— Mellanie, você é doente. vai gostar de me ver atrás das grades? porque se isso acontecer eu vou te odiar pro resto da minha vida. aliás, eu já te odeio como nunca odiei ninguém.

Mellanie continuou paralisada no corredor, com os olhos cheios de lágrimas, enquanto Aaron saía.
Duncan e Aaron estavam aflitos, esperando o detetive. depois de uma exaustiva espera, o detetive apareceu e os informou:

— bem, Aaron, você estaria livre da acusação, até porque chegamos à conclusão de que essa história toda contada pela vítima é inventada, mas... ela retirou a queixa. você pode ir pra casa e tome mais cuidado com garotas assim.
— aaah! graças à Deus! — aliviou-se Aaron, suspirando.

Aaron saiu de lá comemorando com Duncan. fizeram uma pequena festa na piscina, que rolou até a manhã seguinte.

Carter e Gwen já estavam em SoHo, pra festa de aniversário do primo de Carter. antes de irem comemorar com o aniversariante, eles tomaram um tempo para dar um passeio pela cidade. ao saírem de um pub, Gwen avistou uma festa no telhado de um prédio e quis ir até lá. Carter gostou da idéia atrevida. eles entraram no prédio, subiram até o terraço e finalmente estavam no meio da festa. logo que chegaram perceberam que todos estavam apenas com roupas de baixo, alguns estavam nus. então um casal desinibido e totalmente bêbado chegou até eles e os fizeram tirar as roupas. sem hesitar, Carter ficou de cuecas e Gwen de calcinha e sutiã. eles estavam realmente curtindo aquela festa de nudistas. após uma velhinha de uns 80 anos apertar sua bunda e lhe dar uma piscadela, Carter recebeu um telefonema. procurou seu telefone em sua calça jogada no chão, atendeu e era seu primo perguntando:

— cara, onde você tá? a festa tá uma loucura! não vai querer perder isso, não mesmo!
— puts! brother, a gente pegou um trânsito maluco. estamos presos num engarrafamento. mas acho que a gente chega aí antes de acabar.
— ah sim. mas vem logo, porra! aqui tá foda! tá tipo... foda!
— ah cara, nem fala. tô ansioso!
— peraí! ahn?! eu acho que agora você está mais perto do que imagina.
— como assim?
— olha pra frente, Carter — Carter olhou e viu seu primo sorridente, com uma cueca com tromba de elefante, vindo o receber.
— que coisa mais feia, Carter. mentindo pro seu primo favorito!
— aah olha só você, quase pelado, como sempre!
— é de família, cara!
— aah essa é minha namorada, a Gwen. Gwen, esse é o meu primo, Justin.
— prazer em conhecê-lo, Justin.
— prazer, Gwen. então, vejo que vocês já se enturmaram!
— hehe! é, fomos bem recebidos.
— então, se divirtam! se quiserem bebidas, vão encontrar em todo lugar. peguem essas pílulas, pra vocês é de graça! haha!
— valeu, Justin!

Assim que Justin os deixou, Carter pegou uma bebida e tomou junto com seu ecstasy. Gwen fez o mesmo em seguida. depois de horas naquela festa, estavam totalmente fora de si. tudo parecia girar pra eles e pra todos ali.
Gwen olhou pra baixo e viu uma piscina que não pertencia àquele prédio. então, pediu à Carter que descessem e fossem pra piscina. Carter assentiu. desceram pelas escadas externas, ao lado do prédio. quando chegaram na piscina, não demoraram e começaram à transar loucamente na água. depois de meia hora na piscina, eles se assustaram quando ouviram um homem gritar: "Seus filhos de uma puta! saiam já da minha piscina!". Carter e Gwen saíram correndo quando ouviram um barulho que pareceu o som de uma espingarda. Gwen puxou o pano de uma mesa da varanda e se enrolou. Carter continuou correndo, totalmente nu. o homem armado correu atrás deles, atirou uma vez contra a parede para assustá-los. eles corriam cada vez mais rápido. correram até o homem desistir de procurá-los. então puderam voltar para festa de Justin, onde todos já estavam caídos no chão, dormindo ou desmaiados de tanto beber. já era manhã, então Carter e Gwen pegaram quaisquer roupas que acharam por lá, caíram em qualquer lugar e, exaustos, dormiram.



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