25 setembro 2010

we all rock along - capítulo 3 - 2°T


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Capítulo 3 - Tão Sujo e Glamuroso




Com sua grande pasta em uma das mãos, um copo de café na outra e sua bolsa pendurada no ombro, Gwen se preparava para trabalhar. nada tirava seu sorriso do rosto. ela andou pelo corredor do segundo andar de casa, passou pela porta aberta do quarto de Carter e notou a presença de uma garota loira de costas vestida com uma camisa dele, sozinha na sacada. Gwen semicerrou os olhos e soltou o ar.
Ao passar pelo hall, viu Carter de cuecas na cozinha, tentando fritar alguns ovos. Gwen parou por uns segundos e andou até ele.

— Carter, a garota que você trouxe aqui ontem não era morena? — Gwen pousou seu copo na mesa.
— era. por que? — Carter continuou olhando para frigideira.
— porque agora tem uma loira no seu quarto.
— ah, sim! — Carter virou para Gwen — a morena já foi embora. essa é outra, a Scarlett.
— mas com quantas...? ah, esquece! — Gwen andou até a grande porta da cozinha, depois parou e se virou. — é a 5° garota com quem você dormiu só essa semana. desde quando virou um conquistador barato?
— ahn? eu não sou um conquistador. eu posso transar com quem eu quiser. isso não faz de mim um canalha.
— garotas não são descartáveis, Carter.
— eu sei disso. quer dizer, tem aquelas que o Justin arranja. e existem aquelas que não se dão ao valor. você não é uma delas. por isso ninguém te descarta. não que você ligue pra essas coisas, você só está com ciúmes. — Carter suspirou e sorriu.
— ciúmes? ah... por favor. até mais, Carter. — Gwen bufou e se retirou.
— acalme-se, Gwen. um dia eu vou ser todo seu de novo. — Carter disse e riu baixo quando Gwen bateu a porta da frente.


Embora estivesse um tanto enferrujada, Lindsay ainda dançava muito bem. poderia certamente ser uma boa líder de torcida, mas isso não a interessava mais do que incomodar Stacy. sabia que vingança não levava à nada. mas queria acabar com a soberba de Stacy e tirá-la toda a influência e soberba que adquiriu durante o colegial. Lindsay estava na quadra da escola, reunida com o time de líderes de torcida.

— bem, Lindsay, para oficializar sua entrada no time você precisa passar no teste. — declarou Megan.
— tudo bem! manda ver! — concordou Lindsay.
— siga meus passos. 1, 2, 3, 4, — Megan dançava graciosamente, saltitando e girando — 5, 6, 7, 8. sua vez!
— ok! — Lindsay imitou os passos de Megan com perfeita precisão. uma sorria para a outra. conforme Megan dificultava o desafio, Lindsay se esforçava mais. com graça, executava todos os passos sem errar nenhum movimento, sem precisar pedir que repetisse. depois de um salto de costas preciso, que merecia um replay em câmera lenta, recebeu os aplausos da maioria. Megan então disse:

— acho que está claro que é competente o suficiente. mas vamos à votação.

Megan assentiu para cada uma das meninas lá presentes, e 7 delas votaram para que Lindsay entrasse no time. uma oitava garota também votou positivo, mas Stacy lançou um olhar ameaçador para ela, que gaguejou e logo mudou seu voto. Megan bufou e por último pediu o voto de Stacy.

— competente?! — Stacy desdenhou. Não! óbvio que meu voto é não!
— seu profissionalismo é admirável! — Lindsay sorriu para ela.
— bem, meu voto é sim. então, com 8 votos, Lindsay, parabéns, você é agora uma líder de torcida. — Megan apertou as mãos de Lindsay, em seguida a abraçou.


À noite, não podia se ver uma estrela sequer naquele céu nublado. Aaron e Bart estavam na garagem, bebendo e conversando sobre nada, divagando de vez em vez. Bart bocejava de cansaço. Aaron já havia tomado cinco garrafas de cerveja e Bart já quebrara esse recorde.

— Bart, você já bebeu demais — Aaron acusou.
— dane-se! — Bart riu.
— cara — Aaron parou por um instante eu estou preocupado com a Mellanie — confessou.
— desde quando você se preocupa com ela? — Bart soluçou.
— ela tá maluca, sabe? maluca mesmo. desde que inventou que eu a tinha estuprado. mas... deixa pra lá. eu já tô ficando maluco também — Aaron bebeu o que faltava da garrafa que segurava. ao mesmo tempo, seu celular tocou de modo irritante. Aaron o alcançou no bolso com impaciência. estava totalmente sem vontade de atendê-lo, porém o fez.

— oi — Aaron disse rápido.
— ahn... Aaron? — falou uma voz triste e fina.
— pois não?
— er... Aaron, por favor, eu preciso que me ajude. é apenas um pequeno favor.
— quem fala?
— meu nome é Judith. sou a mãe da Mellanie.
— mãe da Mellanie? o que ela aprontou agora?
— bem, ela está internada. numa clínica... um tipo de hospício. foi minha única alternativa. Mellanie anda cometendo loucuras demais. colocando as pessoas e até ela mesma em perigo. ela está com sérios problemas, Aaron. como era de se esperar, ela acha que está perfeitamente bem e que não precisa ficar numa clínica. não está reagindo bem aos medicamentos. mas nos deixou uma condição; ela ficará internada se você for ao menos visitá-la frequentemente.
— caramba! — Aaron deu um grande suspiro — eu... eu vou pensar.
— por favor. você só precisa visitá-la. ela carrega uma obsessão doentia por você e se você colaborar ela pode se curar e te deixar em paz. pense bem, por favor.
— tá. só... me dá um tempo. eu quero me ver livre dessa obsessão da Mellanie. mas eu não quero me comprometer ainda mais. então... só me dá um tempo, tá?
— tudo bem. vou esperar sua resposta. obrigado por me escutar. de qualquer forma, que Deus te abençoe.
— tá, obrigado. tchau! — Aaron desligou. bufou fortemente. olhou para Bart, e ele estava dormindo sentado, com a boca aberta.

— Bart! Baaaart! — Aaron gritou. Bart acordou desorientado e esfregou os olhos com o punho — vai dormir no seu quarto.
— err... seu celular tocou? — Bart bocejou.
— é, tocou.


Em Londres, Chloe, sentada no aeroporto com aparência cansada, espera que sua irmã venha buscá-la. levantou-se, comprou um café e voltou para o
seu banco. foi quando uma garota ruiva com sorriso simpático parou em frente à ela, com uma placa na qual estava escrito 'Chloe Klusterbeck'.

— você é a Chloe, certo? — disse a garota.
— sim. você veio me receber? o que houve com a minha irmã? — Chloe estava aliviada por alguém ter chegado para recebê-la.
— ah, ela teve um compromisso inadiável. eu sou a "colega de quarto" dela, Ginger. prazer em conhecê-la!
— prazer! mas... por que eu mereço uma placa com meu nome? a Chelsea não tinha uma foto?
— aah, eu sei que a placa é um exagero, mas eu sempre quis fazer isso. — Ginger riu.

Chloe pegou suas malas, então seguiu Ginger. assim que chegaram na parte externa do estacionamento do aeroporto, Chloe foi violentamente atingida pelo frio e gemeu. Ginger pôs suas mãos sobre os ombros dela e riu.

— vai ter que se acostumar, — Ginger disse — são tempos bem frios por aqui nessa época do ano.
— não pode ser tão ruim — Chloe tentava ser simpática — então, você disse que era colega de quarto da minha irmã.
— é, eu divido um apartamento com a Chelsea.
— ela volta logo desse compromisso inadiável?
— na verdade, ela está em Bristol fazendo um seminário. partiu no começo da semana e só volta daqui há alguns meses.
— o quê? mas ela era minha fonte de renda! o que eu vou fazer sozinha aqui em Londres?
— a viagem foi bem inesperada. mas... eu prometi que poderia te ajudar. quer dizer, se você quiser.
— ahn? bem, eu... acho que eu não tenho outra opção à não ser aceitar. — Chloe estava desconcertada.
— olha, tá tudo bem. você fica no meu apartamento o tempo que precisar.

Chloe encarou Ginger com uma expressão dolorosa. tentou murmurar algum agradecimento, mas ficou tonta. pôs as mãos sobre a testa e apertou os olhos. logo, suas mãos caíram, ela girou com um arfar e perdeu o chão ao desmaiar.





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