11 outubro 2010

we all rock along - capítulo 4 - 2°T

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Capítulo 4 - Consiga a Chance



— por que não, Aaron? a Mellanie tá precisando de você. além do mais, se ela permanecer bem no tratamento, ela larga do seu pé. deixa essa obsessão de lado. eu acho sim que você deve ajudá-la. deve ficar do lado dela. — Carter aconselhava seu amigo.
— é, eu sei disso tudo. mas é que... eu ainda tô com tanta raiva da Mellanie. mesmo sabendo que ela é perturbada. além disso, eu não queria me comprometer. entrar de vez na vida dela, sabe?! — Aaron desabafou.
— você já está mergulhado até o pescoço, cara. mas só você mesmo pode resolver sua vida. então é melhor você se comprometer um pouco mais agora, pra se livrar disso depois.
— você está certo. — Aaron suspirou, em seguida abriu um sorriso — aliás, você sempre está. não cansa disso, cara? — ele abraçou Carter com um dos braços e bagunçou seu cabelo. foi quando Gwen apareceu e bateu na porta já aberta.
— licença? — disse ela.
— ah! oi, Gwen. — disseram Carter e Aaron em uníssono.
— err... olhem, eu tenho dois convites para o desfile que vai acontecer amanhã na agência na qual eu trabalho. um eu dei para Lindsay e esse outro é pra você, Carter.
— aah! obrigado, Gwenie! muito obrigado mesmo. — Carter sorria. pegou o convite e a abraçou.
— hey! por que eu não ganho convite também? a Supreme Management é uma das maiores agências de moda de Nova York. sabe o quanto eu poderia me promover por lá? — reclamou Aaron.
— não se preocupe. você também vai ao desfile. só não vai assistir — Gwen pôs as mãos nos bolsos e balançou-se nas pontas dos pés você vai desfilar.
— o quê? tá de brincadeira? — Aaron arregalou os olhos. se levantou rapidamente e ficou paralisado — Gwen, você me arranjou um desfile de ótima categoria. eu vou te dever pelo resto da minha vida! obrigado, obrigado.
— não há de que! eu vou cobrar o meu manequim. e na verdade, eu te arranjei um contrato.


Em um passeio vespertino pelas ruas de Londres, Chloe permanecia quieta, apenas escutando as histórias de Ginger e sorrindo quando lhe era devido. nem mesmo a London Eye arrancou um comentário significante de Chloe, que permanecia blasé. elas pararam em uma cafeteria. Chloe pediu a primeira coisa que viu no menu e se sentou numa das mesas ao lado das janelas. quando Ginger se sentou à sua frente, perguntou:

— Chloe, você está melhor mesmo, não é?
— sim. qualquer um que tivesse que comer aquela comida do hospital, ficaria bom logo. — respondeu Chloe.
— você não me parece bem. sabe, aqui dentro. — Ginger pôs a mão sobre o peito, Chloe a encarou, mordendo um dos lábios — me perdoe a indiscrição, Chloe, mas o que aconteceu com você? por que chegou aqui assim tão triste?
— então você percebeu
— Chloe brincava com os dedos sobre a borda de seu copo — err... sabe, minha vida virou de pernas pro ar. uma hora eu estava bem. eu tinha uma namorada, nós estávamos felizes. então eu resolvi que minha família deveria saber disso. meu pai não gostou nada dessa história e agora me odeia. eu aposto que minha namorada tá apaixonada por um cara que é apaixonado por mim. ninguém se corresponde mais nessa história. e, Deus, eu ainda estou apaixonada por ela. — disse as últimas palavras entre soluços e agora Chloe chorava levemente, fitando o nada.
— eu sinto muito. sinto muito mesmo. — Ginger segurou sua mão sobre a mesa. Chloe olhou para ela e percebeu que agora Ginger estava com uma expressão exatamente igual à dela. — eu entendo o que você está passando. quer dizer, um pouco.

Chloe afastou sua mão e ajeitou o cabelo. seu celular tocou e ela fungou. haviam umas 50 mensagens não lidas e inúmeras chamadas perdidas. mas dessa vez, ela resolveu atender.

— Chloe? aah... graças à Deus! onde você...
— Duncan? — Chloe revirou os olhos.
— sim, sou eu. olha, a gente precisa conversar. eu sei que você tá em Londres e... — Duncan falava rápido e agitado.
— Duncan, desiste. eu não vou voltar. não agora.
— você não precisa voltar.
— não se atreva à vir até aqui. — Chloe o interrompeu.
— eu já estou em Londres e eu estou te vendo daqui.


Não havia qualquer sinal de chuva naquele dia. Carter dirigia pelas ruas do Queens, cantarolava algo ininteligível. perdeu a atenção no trânsito quando viu uma garota nas calçadas, que embora estivesse andando vagarosamente, parecia estar caminhando sobre nuvens. a garota se virou, pôs o cabelo, que havia voado, para trás e Carter então percebeu. era Megan. andou com o carro devagar ao lado dela e chamou sua atenção.

— hey! a senhorita precisa de uma carona?
— há muitos táxis por aqui. eu não devia andar com estranhos — ela disse sorrindo e continuara caminhando.
— claro. você poderia pegar um táxi. mas você prefere dar um passeio com um estranho.
— pensando bem, acho que já fomos apresentados! — ela parou e Carter freiou junto. Megan deu a volta no carro e entrou sem dizer nada, apenas com um sorriso.
— então... gosta de perigo!


Já havia terminado o expediente de Lindsay na lanchonete, Bart a buscara e levara para as margens do rio Hudson. tinha estado mais reservado desde que a contara sobre seu pai ausente. ele estacionou o carro e olhou para Lindsay.

— eu comprei comida chinesa. — Bart ergueu as caixinhas.
— ah! que saudade de comida chinesa. — Lindsay pegou um caixa e abria rapidamente. de repente parou. — você não vai comer?
— não estou com fome. — ele desviou o olhar.
— Bart, — Lindsay suspirou — por que tem estado tão pra baixo?
— por nada.
— não é verdade. Bart, me diz. assim eu não posso te ajudar.
— Lindsay, não insiste, por favor. mas que droga! eu tô tentando ficar numa boa. você ajudaria se deixasse tudo ficar normal. para de cutucar minhas feridas.
— me desculpe, Bart.
Bart socou o painel do carro. Lindsay olhava para baixo, lamentando. então olhou para Bart, virou seu rosto e o beijou. ela se sentou sobre ele. abriu os botões de sua camisa. não disseram uma palavra sequer enquanto ficavam nús. à pouca luz, ignorando o desconforto, transaram no carro de vidros escuros.


A luz do dia estava prestes à se despedir. as pessoas no Central Park aproveitavam o ótimo clima que fazia. Carter levara Megan para dar uma volta por lá. compraram sundays e sentaram-se na grama, que parecia dourada ao fim da tarde.

— sabe, eu adoro esse lugar, mas não venho muito aqui. confessou Megan.
— por que não? — disse Carter.
— nunca tenho tempo.
— talvez eu te sequestre outra vez.
— talvez eu esteja indefesa, talvez eu não resista. mas tenho certeza de que você me trancará em um cativeiro bem agradável.
Carter abriu um largo sorriso e logo soltou uma risada.
— o que foi? o que é? — Megan olhou para sua camisa, havia derramado calda de chocolate nela. — oh! droga! — e riu também.
— que linda criança você é! — Carter passou seu dedo no chocolate na camisa de Megan. — gosta de chocolate, não é? Carter arqueou as sobrancelhas, Megan assentiu. então ele lambeu o dedo com chocolate e a beijou lentamente.
— uau! me sequestre mais vezes.
— quando quiser. — Carter ia beijá-la novamente, mas ela pôs sua mão na frente dos lábios dele.
— espere! eu tenho que limpar isto. — Megan procurava um lenço em sua bolsa. Carter esperava, olhou ao seu redor e seus olhos se demoraram em duas pessoas sentadas não tão longe deles.
— aquele não é o Justin? — ele franziu o cenho.
— quem é Justin?
— é o Justin mesmo! e... o Josh? mas o que fazem aqui?!
— acho que o mesmo que nós. eles estão...
— ... se beijando?!




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