30 novembro 2010

Youth on Papers - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Tragédia à Primeira Vista


    Estava prestes à chover, porém Joe mal percebera. Mal olhava para onde andava, só dava atenção para sua garrafa média de cerveja já não tão gelada. Descia as escadas para o metrô enquanto bebia as últimas gotas. Costumava beber uma ou duas cervejas logo pela manhã tentando, sem sucesso, ficar mais acordado. Enfim ao último degrau, quase foi atropelado por uma bicicleta, que não devia estar ali. A menina magra, de cabelos longos e escuros, com nariz arrebitado e sem expressão freou à poucos centímetros dele.

— Mas o que você tá fazendo com uma bicicleta aqui? — reclamou Joe.
— Olá! — disse ela, e abriu um sorriso. Joe franziu o cenho.
— Olá!
— Eu gosto da minha bicicleta, mas estava cansada de pedalar. — tinha uma voz fina
— Você não entrou no metrô com...
— ...A bicicleta? Sim, entrei.
— Tá legal. — ele bufou e levou a garrafa até a boca para beber mas lembrou que já havia acabado sua cerveja — Tsc! — jogou a garrafa na lixeira e seguiu seu caminho — Bom passeio de bicicleta pra você!
— Hei, espera! — ela disse baixo. Ele se virou — Você não vai querer uma fotografia?
— Uma fotografia? Por que eu ia querer uma fotografia?
— Não é pra você. É pra mim. Me deixa tirar uma foto de você?
— Você é bem estranha.
— Eu sou uma fotógrafa.
— Tudo bem, pode tirar. — ele tirou outra garrafa da mochila e começou à beber. Não se preocupou em fazer nenhuma pose. A menina o fotografava e ele esperava. — À propósito, qual é mesmo o seu nome?
— Eu não havia lhe dito o meu nome. — ela parou, olhou para ele e sorriu com os olhos.
— Tá, então qual é o seu nome?
— April. — ela estendeu a mão para ele.
— Joe. — apertou a mão dela.
— Tenho que ir. — ela sorriu — Obrigada pelas fotos.
— Não há de que. Adeus, April.

   Aquela segunda-feira permanecia nublada em Forest Hills, Nova Iorque. Com sua bolsa pendurada no ombro e uma expressão cansada, Paige entrava pela porta da nova escola no primeiro dia de aula daquele ano. Seu cabelo ruivo não estava devidamente penteado como de costume. Heather a acompanhava e não parara de falar desde que os garotos do colégio entraram em seu campo de visão. Paige não escutava uma só palavra das futilidades que Heather costumava disparar quando estava empolgada. Na verdade, Paige não escutava nada naquele momento. Caminhava lentamente pelos corredores, olhando pro nada, entediada e nem um pouco animada. Até que Heather a cutucou e chamou sua atenção.

— Paige, anda, me diz. O que você acha?
— O que eu acho do quê? — ela acordou.
— Da gente dar uma festa hoje.
— Pelo amor de Deus, Heather. Eu tô exausta da festa de ontem e você quer dar uma festa hoje?
— Claro. É o primeiro dia, então eu queria uma festa pra todos os calouros se conhecerem logo. —
Heather mordeu o lábio inferior enquanto encarava um cara que passou por elas — ...E os veteranos também.
— Você só quer sexo!
— Isso é um bônus.

    Elas checaram o horário de suas aulas e coincidentemente ambas tinham aula de inglês no primeiro tempo. elas chegaram em frente à sala. havia um rapaz parado na porta, encarando-as. Ao passar por ele, Heather sorriu rapidamente e arrancou suspiros quando então entrou pela sala desfilando. Paige continuava no corredor lendo o papel que continha seus horários, quando o garoto pigarreou, tomando sua atenção.

— Até que esse ano não vai ser assim tão ruim. — disse ele, olhando-a de cima à baixo.
— O que disse? — Paige espremeu os olhos.
— E aí? Eu sou o Tyler. Você... tá a fim de um agito mais tarde?
— Desculpe — Paige sorriu ironicamente —, tenho coisa melhor pra fazer.
— Hm, duvido. — ele ergueu um sorriso largo sem abrir a boca. Ela bufou e sacudiu a cabeça.
— Com licença. — Paige entrou na sala e procurou Heather com os olhos.
  
   Já se passara algum tempo desde que o sinal soara, porém professor algum havia aparecido na sala. O terceiro ano do colegial era geralmente o mais cansativo. Talvez fosse pelo fato de que falta apenas um ano para ganhar um diploma e deixar a escola. Por isso não havia muita animação na sala onde Paige estava com a cabeça deitada sobre os braços, entediada. Heather a mostrou quando mais um garoto entrara. Era Joe, embora elas ainda não soubessem quem ele era. Paige levantou a cabeça e olhou apática, aquele era só mais um de tantos garotos nos quais Heather havia reparado, mas o primeiro que Paige notou de verdade. Ele vestia uma camisa com a bandeira da Inglaterra — o que fez Paige imaginar se ele era inglês ou apenas um entusiasta —, tinha barba falhada e cabelos bem escuros. Então ele se aproximou dela.

— Essa carteira está ocupada? — ele perguntou à ela apontando para a bolsa que estava na carteira ao lado de Paige.
— Ahn, não, essa é a minha bolsa. — ela retirou sua bolsa silenciosamente e a pôs no colo. Virou-se para a frente.
— Obrigado. — Joe jogou sua mochila na mesa e se sentou rapidamente — Aí, cabelo legal o seu! — disse à Paige e sorriu. — Me amarro em ruivas.
— Obrigada. — Paige sorriu, surpresa — Sotaque legal o seu! Eu curto ingleses.
— Esse sotaque sempre me entrega.



    Finalmente chegara o intervalo das aulas. Tyler saiu da sala antes mesmo que alguém pudesse raciocinar que a aula havia acabado. Andando pelo corredor, ele avistou a fina silhueta de seu melhor amigo, Keith, de costas, distraído. Tyler se apressou para alcançá-lo. Deu-lhe um tapa na nuca, o assustando. Keith virou e reclamou, enquanto Tyler ria.
— Que droga, Tyler! — Keith socou o ombro dele — Quase que soco a tua cara.
— Já tá de mau humor, magrelo? — ele passou a braço pelos ombros dele.
— Não enche!
— Tá a fim de sair hoje? Encher a cara, ficar chapado, pegar alguém?
— Hoje é segunda, Tyler, olha pra minha cara de quem quer ficar de ressaca em plena terça-feira.
— Dane-se que hoje é segunda. Você tem ideia melhor?
— Eu vou pra minha casa coçar o meu saco.
— Tsc! tá de sacanagem?! — Tyler tirou o braço dos ombros dele e parou — Não mesmo! Depois da aula vamos dar as boas-vindas às novatas.

   Eles entraram no refeitório, pegaram suas bandejas e a comida. Sentaram-se numa das mesas que já estava completamente ocupada, o que não impediu Tyler, que expulsou as pessoas que estavam sentadas ali. Ele fazia comentários ridicularizando alguns alunos e Keith fingia que achava graça. Quando baixou o rosto para a mesa, uma sombra se formou em cima dele. Uma jovem de cabelos curtos com aparência cansada estava em pé ao lado da mesa, com sua bandeja nas mãos.

— Posso me sentar com vocês? — ela perguntou, já sentando-se ao lado de Keith.
— Não. — disse Tyler, grosseiro.
— Sim. — Keith o corrigiu. — Não liga pra ele.
— Obrigada. — ela riu — Então, vocês são veteranos?
— Somos sim. — Keith respondeu. Tyler bufou.
— Você deve tá louca pra dar pra um veterano, não? — Tyler sorriu com malícia para ela.
— Qual é o seu problema, hein? — ela sacudiu a cabeça.
— Tyler, fica na sua. — Keith o atirou uma batata frita e se virou para a menina — Como se chama?
— Brigitte.
— Eu sou o Keith. Ele é o Tyler.
— Prazer. — disse com o canudo entre os dentes. Brigitte terminou de beber seu suco e fez barulho com o canudo ao sugar o nada. — Adoro isso. — ela riu de um jeito estranho. Keith riu junto.
— O que vai fazer depois da aula? — ele perguntou.
— Não sei. Continuar com minha vida medíocre, eu acho. — ela suspirou.
— Não quer compartilhar sua mediocridade com a gente por aí?
— Hm... tá, pode ser. Mas eu não vou transar com nenhum de vocês.
— Então não precisa vir. — Tyler os interrompeu.
— Cala a boca, babaca. — brigou Keith, em seguida, levantou-se e olhou para Brigitte — A gente te espera no portão. Até mais.
— Até. — ela riu.
— Por que você sempre se apaixona pela garota mais esquisita que aparece na tua frente, magrelo? — Tyler perguntou, estendendo os braços, enquanto cruzavam o refeitório de volta ao corredor.
— Não fode, Tyler!



     Era o último horário de aula do dia. Porém, ao invés de uma aula, todos tiveram de ir ao auditório ouvir as palestras com cronogramas e planos que o diretor e o quadro docente dariam para introduzir o ano letivo. O tédio pairava quase tangível sobre o ar. O diretor apresentara todos os professores e outros funcionários com um entusiasmo irrecíproco. Os alunos se perguntavam o porquê daquilo ser necessário e acabavam por dar atenção a seus smartphones e notebooks. Tyler tentou ir embora, mas não fora permitido. Keith dormiu sentado. Brigitte cruzara as pernas e braços e balançava os pés irritada. Joe estava sentado sozinho, escutando música com discretos fones de ouvido. Paige e Heather estavam na primeira fileira de assentos e eram fuziladas com os olhares das veteranas, pois mal chegaram e já estavam despertando o interesse de muitos rapazes.
   Ao final daquela enxurrada de inutilidades que fora dita no palco e não assimilada pelo público, todos os alunos saíram do auditório tumultuosa e desesperadamente. Tyler tentava acordar Keith e Brigitte foi até eles. Joe estava hipnotizado com a música que ouvia e permaneceu sentado onde estava, mal se dera conta de que a palestra havia chegado ao fim. Heather e Paige, que estavam mais longe das portas, esperavam a multidão sair e mal viram quando esta já havia saído. As cortinas do palco se fecharam. Eles eram os únicos que restaram no auditório. Ouviram um forte barulho de portas se fechando e pararam sobressaltados. Keith acordou num pulo. Joe tirou os fones de ouvido.

— O que foi isso? — disse Joe, desorientado.
— Acho que... — da primeira fila, Paige arrastou as palavras.
— Estamos trancados. — gritou Tyler — Ótimo!
— Mas que merda! — reclamou Joe.
— É sério? Bem, somos três meninas e três meninos, vamos aproveitar. — Heather ergueu os ombros.
— Tá brincando, não é? — Paige bufou.
— Não gostou da ideia, ruivinha? Sua amiga é bem esperta. — Tyler sorriu maliciosamente.
— Imbecil. — Brigitte passou por ele, sacudindo a cabeça. Todos começaram a andar para a frente do palco.
— Ah! Fala sério! Tem que ter outras portas por aqui. — Joe começou a procurar.
— Não adianta. Só tem aquela porta grande ali, que se tranca assim que é fechada e as coxias do palco dão no camarim, que só abrem em dia espetáculo. — explicou Keith.
— Como você sabe disso, magrelo? Tsc! Tu parece uma bichinha de teatro mesmo. — lamentou Tyler.
— Droga! Alguém tem um celular? Eu nunca ando com o meu. — perguntou Joe.
— Detesto celular. — disse Tyler.
— Ninguém me liga, pra que eu vou querer um? — disse Brigitte.
— Eu nunca recarrego o meu. — disse Keith.
— Acabei de afogar o meu na privada. — disse Paige.
— Eu tenho. — disse Heather. Ela tirou o celular de sua bolsa e os olhos de todos brilharam. — Ah! Qual é? Sem sinal? Agora? Não acredito! — todos soltaram o ar, se lamentando.

   Enquanto todos reclamavam inutilmente, Keith se sentou na beira do palco. Coçou a cabeça, quieto e esperou que as vozes confusas se calassem. Enfim eles cansaram de discutir. Era inútil, estavam realmente presos ali rezando para que algum zelador chegasse e os resgatasse, embora não haviam grandes chances disso acontecer. À menos que tivessem força suficiente para arrombar a enorme porta, passariam a noite presos ali. Todos, então, caíram sentados em qualquer canto do palco, bufando.
   Paige estava balançando as pernas, olhando para baixo quando sentiu os dedos de Tyler levantarem seu queixo. Ela o encarou impaciente. Ele sorriu com malícia.
— Essa não será a única noite que passamos juntos. Pode crer, ruivinha.
— Argh! — ela empurrou o braço dele.

    Brigitte se arrastou pelo carpete do palco até Keith. Ele estava fitando o nada, lerdo, como se estivesse dopado. Estava realmente com sono, ela teve de chamá-lo pra ele perceber sua presença.

— Oi, Brigitte! — ele soltou um riso fraco.
— Então, lá se vão nossos planos, não é?
— Pois é. Ficar preso no auditório não é nada divertido.
— Mas pode ser.
— Como? — ele bufou.
— Ola, eu aposto que o seu amigo e a ninfomaníaca ali vão começar se comer mais cedo ou mais tarde. O garoto inglês logo vai pegar a ruiva chata. Sobramos eu e você. Mas eu não tô a fim disso, então você vai pegar no sono.
— Hm, bem observadora. Mas onde entra a diversão nessa história?
— Você tem algo aí pra mim?
— Tipo... o quê?
— Você sabe... pra me deixar ligada.
— Hm, alguma droga?
— Óbvio.
— Tenho sim, mas não vou te dar.
— qual é, Keith? Estamos presos aqui.
— Dá pra ver que você já se drogou hoje, Brigitte. Eu não vou deixar você cair de teto.

   No canto do palco, Joe e Heather estavam um ao lado do outro sem dizer nada. Ele abriu sua mochila e se surpreendeu quando viu que ainda tinha uma última garrafa de cerveja. Estava quente, com certeza, mas ele se sentiu aliviado de ainda ter uma garrafa. Tyler acendeu um cigarro, em pé no meio do palco, depois se virou e se aproximou deles ao notar que Joe tinha bebida.

— Ei! Onde arranjou isso?
— Eu tinha na mochila. Nem lembrava disso. — Joe abriu a garrafa e percebeu que não era cerveja, e sim uma vodka mal destilada de marca vagabunda. Ainda assim, continuou feliz por ter uma bebida.
— Divide comigo. Eu deixo a ruivinha pra você.
— Desde quando ela é tua? — Joe uniu as sobrancelhas.
— Ela tá se fazendo de difícil.
— Foi mal, cara, mas eu acho que a Paige tá mais interessada no Joe. — Heather se intrometeu.
— E você? Tá mais interessada em quem? — abriu um sorriso largo enquanto soltava a fumaça do cigarro.
— Tanto faz. — ela jogou seus cabelos louro escuro para trás. Ele tragou mais uma vez.
— E aí? Vai dividir a vodka? Falando sério agora, eu tenho mais cigarro, pode ficar.
— Eu não fumo. Mas pode beber também, toma. — ele estendeu a garrafa para Tyler. — só deixa a ruiva ali em paz, falou? Ela não é dessas.
— Tranquilo. — Tyler ia virar a garrafa na boca, mas derramou bastante do conteúdo em sua jaqueta — Porra! Que merda! — Joe e Heather riram. Ele soltou a garrafa no chão e se levantou. O que ainda restava dentro da garrafa, escorreu pelo chão. O garoto tirou a jaqueta e seu cigarro caiu cintilando. Uma pequena brasa se formou no carpete do palco. Tyler não viu e jogou sua jaqueta — que continha em um dos bolsos, uma caixa com palitos de fósforo — no chão, em cima da chama que crescia. Assim, escondida da visão de todos, formou-se uma pequena fogueira no palco. Quando finalmente todos puderam ver o fogo atravessar a jaqueta, se assustaram, confusos. Joe e Tyler correram para apagar as chamas, porém estas já iam subindo rebeldes pelas enormes cortinas vermelhas de teatro e, no que para eles pareceu um piscar de olhos, iluminou todo o palco.
   Vendo que seria impossível conter o fogo por eles mesmos, correram em direção à porta. As labaredas inacreditavelmente dominavam o palco. Eles assistiam amedrontados e impotentes. O suporte de cortinas da frente do palco caiu em chamas e o fogo começou a contaminar os assentos estofados da platéia. Fileira por fileira.
   Eles estavam presos ali, e o lugar estava sendo dominado pelo fogo. Alguém precisava fazer alguma coisa. Joe chutou as maçanetas várias vezes até que elas caíram. Tyler o xingou, pois agora haveriam menores chances de abrir a porta. Joe explicou que iria usar as maçanetas para quebrar os vitrais de cima da porta para que eles pudessem sair. Os belos vitrais nos quais ninguém notara até a ameaça de morrer queimado vir à tona. Então Joe subiu nos ombros de Tyler e bateu com as grandes e pesadas aldravas nos vitrais, que facilmente se despedaçaram, para o alívio deles.
   Enquanto as meninas saíam na frente, escalando a moldura da porta, o fogo se aproximava cada vez mais. Paige, Heather e Brigitte já haviam saído ofegantes. Joe já estava escapando, quando Tyler percebeu que Keith ainda estava no meio da platéia carregando alguma coisa pesada. Ele pulou do alto da porta, voltando para apressar seu amigo. O fogo já estava camuflando o cabelo alaranjado de Keith, que estava encharcado de suor. Tyler, desesperado, gritou:

— O QUE ESTÁ FAZENDO, KEITH? VAMOS EMBORA DAQUI!
— Espera, Tyler! Tem um garoto aqui. Ele tá desmaiado! — gritou de volta.
— Você vai morrer se continuar aí. — Tyler correu em direção a ele. O agarrou pela cintura e o arrastou. o fogo já os tocava violentamente.
    Assim que Tyler o arrastou para longe dos assentos, o fogo se ergueu e alcançou o jovem desmaiado, que desapareceu submergindo-se nas chamas. Keith gritou o mais alto que pôde, como se pudesse intimidar aquelas ondas etéreas de calor assassino a recuar. Suas lágrimas jorravam de seus olhos e reluziam com a luz intensa do fogo. Ele se debatia. Seus instintos, que deveriam protegê-lo, ainda o forçavam a enfrentar o incêndio para salvar uma vida. Mas Tyler, consciente de que não havia mais chances para aquele menino, embora atordoado, não movera um músculo sequer, segurando seu amigo com todas as suas forças para impedir que ele mergulhasse nas chamas.
   Keith pulou para o lado de fora do auditório, arrasado. Caiu no chão, chorando mais do que aguentava. Tyler veio em seguida, tossindo violentamente, e o abraçou, seus corpos pareciam ferver. Ambos ficaram jogados no chão, traumatizados. As garotas levaram as mãos aos lábios, estupefatas, sem saber o que pensar. Joe se aproximou de Keith. Afagou os ombros quentes dele e junto com Tyler o ajudou a levantar-se. Keith abraçou Joe, segurou seu rosto, tremendo, e disse aos prantos:
— Eu podia... eu podia ter salvo aquele garoto! EU PODIA TER SALVO!



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