23 setembro 2009

we all rock along - cap 1

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Capítulo 1 - House Party



Logo no primeiro final de semana, após as aulas terem começado, todos estavam animados com o que Carter, Aaron e Bart planejavam para a noite de sábado. Estavam engajados em dar uma festa em casa, na qual eles poderiam também tocar com a banda deles.
Compraram caixas e mais caixas de bebidas. Gwen, Lindsay e Chloe ajudavam à organizar e compraram chapéus de festa de aniversário, um monte deles. era uma festa para comemorar o EP que a Undercover Lovers, a banda dos garotos, acabara de lançar.

Anoiteceu, porém aquele sábado estava apenas começando. um palco improvisado fora armado no jardim próximo à piscina. Bart pendurara várias lâmpadas na cobertura do palco, assim ficou enfeitado, mas a idéia principal era iluminar, já que não tinham luzes de festa.
Ainda era tecnicamente cedo, portanto poucas pessoas haviam chegado. logo estavam reunidos na varanda tomando tequila. começaram à brincar de joguinhos onde o perdedor bebe um copo de tequila ou qualquer que fosse a bebida que estivesse à sua frente. Gwen perdia incessantemente e ficou alterada antes de todos. quando a brincadeira acabou, ela se levantou com dificuldade da sua cadeira, deu um breve beijo em Carter, que ficou surpreso e confuso assim como todos, então ela se jogou na piscina rindo por nada.
Sem que ninguém percebesse, Aaron entrou em casa, gemendo. estava passando mal. não podia ser por causa da bebida, pois não tinha bebido tanto à ponto de passar mal. ele não sabia o por que, mas estava prestes à vomitar. correu para o banheiro, agachou frente ao vaso e pôs tudo o que tinha comido para fora. tossiu, gemeu, xingou e por fim apertou a descarga. murmurou para si mesmo "maldito macarrão instantâneo!".
Mais pessoas haviam chegado. muitos amigos, colegas e alguns desconhecidos. foram se introsando com os anfitriões. Chloe pegou as bebidas no freezer e ofereceu à uma garota que acabara de chegar e estava digitando no celular sozinha.

— hey! garota ruiva! você não veio pra ficar brincando com o telefone. pegue uma bebida. — Chloe fora simpática.
— obrigada. — a garota pegou o copo azul e Chloe ficara com o vermelho.
— veio sozinha?
— bem, o Josh me convidou.
— vocês estão ficando ou algo assim?
— hm, não. ele não faz meu tipo, sabe!?


Já muito bêbada, Lindsay deu um soco em um garoto que tentara convencê-la à transar com ele. andou tropeçando até as caixas de som, onde estava Josh cuidando das músicas. quando ele colocou "touchin' on my" do 3OH!3, Lindsay gritou comemorando e jogou os braços pro ar. Bart passou por ela, rindo. sem pensar, ela correu e pulou na piscina o empurrando junto. por uns segundos, eles só viam bolhas. Bart não tivera tempo pra pensar, num momento estava andando e no outro estava debaixo d'água. Lindsay levantou da água rindo e o abraçou.

— Bart, você tá todo molhado! — disse Lindsay, bêbada.
— graças à você. — Bart riu. ela riu mais ainda.
— anda! tira essa roupa molhada. vamos transar, Bart. — ela arregalou os olhos e mordeu o lábio inferior.
— Lindsay, aqui no meio da piscina? na frente de todo mundo?
— eu não me importo. deixa eu te contar. — começou à sussurrar — estou sem calcinhas. — ela desabotoou a camisa dele e estava abrindo o zíper agora.
— espera. que tal um lugar mais reservado, hein? se a gente fizer isso aqui, você vai me dar um tiro amanhã quando estiver sóbria. — Bart a tirou da piscina e saiu em seguida. ele estava apenas de cuecas e suas roupas ficaram boiando na água. conduziu Lindsay até a sacada da casa, onde estava escuro e escondido pelas árvores. ele a deitou no pequeno sofá que era levemente iluminado pela lua, beijou seu pescoço e fora descendo. ele levantou sua saia e ela puxou sua cueca. o fato de estarem molhados era excitante para ambos e o cheiro de corpos molhados era agradável. transaram sem ser incomodados, com a trilha sonora da festa.


Enquanto as pessoas se misturavam cada vez mais no meio da festa, Chloe parecia estar em outra realidade. já havia bebido mais do aguentava. enxergava embaçado e ria de tudo. estava sentada num canto, com as pernas cruzadas, conversando com a garota ruiva, Amber.

— eu... eu acho que já bebi demais. — confessou Chloe.
— acho que já bebeu o suficiente — declarou Amber.
— suficiente pra quê? — Chloe soluçou.
— pra me beijar.
— você... me embebedou... pra isso? — franziu as sobrancelhas.
— talvez.
— o que pensa que vai fazer comigo, hein? quero dizer, eu não sou lésb... — Chloe fora interrompida quando Amber lentamente encostou seus lábios nos dela.


Com o rosto pálido e os olhos semi-cerrados, Aaron voltou para a festa e logo fora abordado por Carter. ele passou o braço pelos ombros do amigo e o conduziu até o palco, pretendia dar início ao show. Carter entregou um copo à ele para acordá-lo. Aaron tomou o primeiro gole e sua cabeça pareceu girar. ele fez uma careta, reclamou e virou o copo de uma vez. Bart também aparecera à festa novamente, agora com uma outra calça, pois a de antes ele deixara boiando na piscina e lá permanecera.
Estavam todos em seus lugares no palco; Carter no vocal, Aaron na guitarra, Bart na bateria, Josh também na guitarra e, por fim, Duncan no baixo. as pessoas se amontoaram em frente ao palco, exacerbados, esperando que começassem à tocar. Carter bateu levemente no microfone e sorriu. assim, deram início à primeira música. a pequena platéia se agitou com a introdução e gritaram quando Carter cantou o primeiro verso. a Undercover Lovers não tinha um CD gravado, tão pouco eram famosos, mas já tinham milhares de fãs pela internet e conseguiam excitar qualquer platéia. estavam bêbados, mas ainda assim mandavam bem.


Após 1 hora tocando para os convidados e fazendo a noite valer a pena, a banda agradeceu e continuaram com a festa. Gwen correu e abraçou Carter, eufórica. ele a girou com o abraço. ela o elogiou, em seguida roubou-lhe outro beijo. abriu um sorriso largo, soltou uma risadinha encantadora e correu até a enorme varanda de trás, estava fora de si.
Confuso e com cara de bobo, Carter ficou parado onde estava. Aaron chegou e socou seu ombro, o acordando.

— cara, o que tá havendo com a Gwen? tá parecendo ela quer reatar contigo. — Aaron cruzou os braços.
— eu não sei. ela me beijou tipo umas duas vezes hoje. — Carter balançou a cabeça.
— eu acho que ela ainda gosta de você. aliás, tenho certeza.
— não, cara. ela só tá muito bêbada.
— por isso perdeu a vergonha. — Aaron riu.
— fala sério, Aaron. — ele espremeu os olhos.
— tá na cara, Cartie. agora eu tenho que encontrar a Mellanie.
— quando vai nos apresentar essa garota, hein? você tá caidinho por ela.
— até parece. — Aaron bufou.

Carter continou ali, enquanto Aaron se afastava e sumia no meio da multidão. ele se virou e pôs-se à andar. tentou fazer seu pensamento se voltar para o momento, para a festa. distraído, notou uma garota de cabelos castanhos em degradê e grandes olhos azuis. aquela que talvez fosse a única sóbria por ali. ela estava sentada sozinha, meio perdida. Carter não fazia idéia, mas aquela era a Mellanie. era atraente e estava sozinha. ele não se demorou, andou até ela e seu olhar encontrou o dele. ele sorriu.

— perdida? — ele disse.
— creio que sim. acabo de chegar e acho que perdi o show. — ela sorriu rapidamente e virou o rosto.
— eu posso repetir pra você qualquer dia.
— pode? — ela mordeu os lábios. — talvez eu te cobre.
— à vontade. — Carter se sentou ao lado dela no muro baixo perto da piscina.
— olha, eu estava procurando por alguém... espera, você é o vocalista, não é mesmo?
— sim, sou eu.
— então você conhece o Aar... — ela pausou. andou com os olhos pelo chão e molhou os lábios. — deixa pra lá. — ela se atirou em cima de Carter, beijando-o. ele deixou que aquilo continuasse. mas logo recuperou a consciência. segurou o rosto dela e o afastou.
— espera. você não se chama Mellanie, não é?
— claro que não. meu nome é Sandy. — ela mentiu e só restava a Carter que acreditasse. Mellanie riu e avançou novamente para ele, que agora deixou rolar sem culpa.


Gwen entrou em casa correndo e rindo sozinha. não sabia o que estava procurando mas ainda assim continuou. Lindsay a segurou no corredor e a arrastou para fora. pegaram bebidas diferentes para misturar, o que não iria acabar bem. foram pro jardim de trás e algumas pessoas as seguiram. arrastaram um lona que estava abandonada por lá, abriram-na no meio da grama, molharam e jogaram bastante sabão. assim, Gwen, Lindsay e mais umas cinco pessoas, que se juntaram à elas, pularam na lona escorregando. era impossível manter o controle da direção de tão escorregadio que ficara o brinquedinho deles. era cansativo, mas divertido.
Por fim, todos caíram cansados de lutar contra o sabão, ofegantes. Lindsay jogou água em todos, lavando-os, e o sabão sumira. Gwen perdera a consciência. mal sabia quem ela era ou mal respondia por seus atos. nunca tinha bebido tanto. mas com certeza haviam adulterado suas bebidas. Gwen tinha levíssimas alucinações que a faziam se sentir bem. ela estava deitada na grama, de olhos fechados. sentiu algo cobrir seu corpo no escuro do jardim. em seguida, lábios estranhos tocaram os dela. ela não lutou. se rendeu facilmente. ao fim do beijo, abriu os olhos. enxergava embaçado, mas reconhecera seu novo amigo ensaboado. mal sabia seu nome, mas se sentiu atraída. ele, tão bêbado quanto ela, continuou à beijá-la e tentou tirar suas roupas. ela estranhou, mas não pôde lutar. ela não raciocinava. mas por um lado, ela queria deixar. olhou ao seu redor e todas as pessoas que estavam ali brincando com o sabão já haviam sumido. ela estava sozinha com o estranho familiar.
Sua mente estava vazia e ela sentia prazer. estava em êxtase. o estranho a beijava, com um dos braços segurando as costas já nuas dela. alguma coisa nele a fazia se render sem qualquer resistência. Gwen era virgem e estava agora deixando de ser. ela se encontrava tão fora de si, que talvez quando acordasse no dia seguinte, ainda pensasse que sua virgindade existia. em um rápido lapso de consciência ela imaginou que fosse memorável deixar de ser virgem daquele jeito. sabão, grama, êxtase, mistério, era atraente. se pelo menos não estivesse se entregando à um completo estranho. ela só conseguia prestar atenção em seus expressivos olhos verdes. mergulhava nos tons frios cor de oliva e musgo e permanecia perdida.
Com um calafrio prazeroso, chegara ao orgasmo. se contorceu e cruzou as pernas em volta das costas dele. tombou a cabeça para trás e ele chegou ao orgasmo também, a beijou mais um pouco e deitou ao lado dela. ela pôs a mão no rosto dele, o afagou por um instante, tinha uma leve e subjetiva idéia de onde estava e do que estava fazendo. ela sentia como se estivesse presa em um sonho. como se aquilo fora tudo faz-de-conta. então ela sussurou em seu ouvido: "eu te amo. te amo, Carter".


Cada vez mais excitados, Carter e Mellanie se entrelaçavam no meio da festa. Mellanie, a garota que Aaron estava saindo. Carter mal podia imaginar que estava pegando a garota do seu melhor amigo. este que passava em frente à eles e parou, vermelho de raiva, perplexo, não acreditando no que estava vendo. Carter percebeu sua presença e perguntou:

— Aaron? o que houve?

Aaron o respondeu com um forte soco no meio do rosto. seguido de outro, e então começaram com a porrada. Aaron o xingava muito enquanto desferia golpes contra ele e Carter não estava entendendo nada. Bart, prontamente, apareceu para separar a briga. segurou Aaron, enquanto Carter, surpreso, limpava o sangue de uma pequena ferida em sua boca. Aaron, preso por Bart, dizia transtornado, aos berros:

— o que você tá fazendo com a Mellanie?
— a gente... só estava... — respondeu Carter, confuso.
— você sabe do meu lance com ela, seu babaca.
— do que você tá falando? essa não é a Mellanie! — Carter apontou para ela, que estava quieta e sem expressão.
— vai tomar no seu cu! você é um filho de uma puta!
— Aaron, eu não sabia. eu juro.
— não sabia o caralho! você tá muito fodido comigo. me solta, Bart! — gritou Aaron. fez força para se livrar dos braços de Bart e foi embora.
— puta que pariu! — lamentou Carter. ele se virou para encarar Mellanie, fuzilando-a com os olhos.


Depois do ápice da confusão, ninguém mais sabia onde encontrar Aaron. Mellanie finalmente se mostrou envergonhada. mas ainda insistiu em dizer que não sabia que Carter era amigo de Aaron.
Por fora de toda esse agito, Chloe estava aproveitando novas experiências. tendo sua primeira relação com outra garota. ao que parecia, todas as meninas estavam bebendo mais do que o normal, ficando mais atrevidas do que são e causando confusões presentes e futuras.

— como você me fez fazer isso? — perguntou Chloe.
— você... — Amber riu — nunca ficou com outra garota antes? — responde também com uma pergunta.
— err, não. você foi a primeira. acho que... foi bom assim.
— sim. então, voce é bi? eu presumo.
— bem, acho que sim. ou você foi só uma aventura.
— nossa! eu ainda vou pro inferno por fazer garotas boas ficarem más.


Aaron ainda estava fora de alcance e a festa ainda rolava, embora muitos já estavam fora da festa, em espírito. Carter estava preocupado com seu amigo, quando recebe um telefonema do possível empresário de sua banda, Jared Braddock. enfim uma notícia boa ao fim da festa. Jared revela que quer apostar na Undercover Lovers e que eles têm grandes chances de gravar um CD em breve. o sorriso de Carter crescia gradualmente conforme a notícia chegava em seus ouvidos. ficou animadíssimo e seu primeiro instinto foi correr para contar à Aaron, mas logo veio um estalo em sua mente e ele lembra do infeliz mal-entendido. antes de tentar resolver qualquer coisa, ele vai contar à Bart.

— isso mesmo que você ouviu, Bart; o Sr. Braddock quer apostar na gente! não é demais?
— ah! cara, que máximo! mal posso acreditar! — Bart o abraçou, estalando seus ossos.
— é incrível!
— pô, a gente tem que encontrar o Aaron e contar pra ele. mas... ele sumiu mesmo, hein.
— acho... acho que sei onde encontrar ele.

A festa já não parecia mais uma festa. o som da música agitada e alta se tornara melancólico. Carter andava pelo meio da rua cheia de vozes distantes. partiu em direção à um depósito abandonado que ficava perto de casa. entrou ruidosamente e viu a silhueta magra de Aaron sentado no chão, em frente à janela. olhando pro nada. então o chamou com a voz em tom baixo.

— o que você tá fazendo aqui, cara? some da minha frente, vai!
— eu preciso falar com você. pode me escutar? — Carter se aproximava dele.
— não tô a fim.
— Aaron, é sério. eu sei que você e a Mellanie têm um lance.
— jura?
— deixa eu terminar, Aaron. por favor, não dificulta. você sabe, eu nunca tinha visto a Mellanie, nem na internet, nem em lugar nenhum. — Aaron permaneceu quieto — olha, ela me disse que o nome dela era Sandy. eu não sabia que ela era a Mellanie, cara. acredita em mim.
— ela mentiu sobre o nome dela? fala sério, Carter.
— eu tô falando sério, Aaron. eu nunca menti pra você e não vai ser por causa de uma garota que eu vou fazer isso.
— eu tô com raiva de você. eu não queria sentir raiva de você. só que tá difícil de acreditar.
— você tá com raiva porque não teve tempo de pensar. eu entendo.
— sempre acha que entende tudo, não é?
— Aaron, olha pra mim. — ele segurou o amigo pelos ombros e o encarou, Aaron virou o rosto — diz que eu tô mentindo e que eu beijei aquela garota justamente porque eu queria te magoar.
— eu acredito em você, Carter. — Aaron o encarou de volta e permaneceu em silêncio por um longo instante. Carter o abraçou. — mas não me arrependo de ter te dado um soco.
— foi um belo soco à propósito. mas tudo bem.
— da próxima vez eu te apresento minhas garotas.
— olha, eu sinto muito ter causado isso tudo. você é meu melhor amigo, eu não quero estragar isso.
— tranquilo. brigas são necessárias às vezes. só você podia me encontrar aqui. acho que por isso que vim pra cá. sei lá. — Aaron bufou.
— você é o cara!
— talvez. — ele riu.
— ah, talvez a gente grave um CD... em breve.
— o quê?
— o Sr. Braddock gostou do nosso EP, e quer nos empresariar.
— mentira! — Aaron arregalou os olhos. Carter sorriu confirmando a veracidade da notícia — caraca! que foda! quer dizer que a gente vai ter um CD lançado, vamos ficar famosos, sair em turnê e comer mulher pra caralho? — ele soltou um grito comemorando, abraçou Carter e pulou desajeitado.


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